sábado, 6 de março de 2010

A esmo

 
 A ESMO

Escrevo e deixo-me ser guiada pela inspiração.
Ao comando da emoção,
Vou seguindo as linhas que não cantam.
Traço em cada contorno, uma letra,
Persigo as que se desenham na solidão,
Certa de que como flores, palavras se plantam.

Escrevo e deixo-me perder num devaneio.
Inquieta, eu busco a perfeição do amanhã.
Anoitece, lentamente, à tarde ínfima,
Eu escrevo, sem saber bem para quê.

Escrevo e deixo-me perder nas linhas.
São rabiscos, apenas, mal-traçados,
Não se alinham, nem ao menos se querem bem.
Não sabem o que dizer um para o outro,
Assim, como não sei o que de fato me convém.

3 comentários:

Leonam Souza disse...

Achei teu blog por acaso, maravilhoso acaso. Tuas palavras versejam a constante busca da felicidade que um dia, tenho certeza, baterá em tua porta pedindo para entar. Parabéns grande poetisa pelas belas composições cheias de sinceridade. Feliz dia da mulher. Com admiração Leonam.

Paulo Tamburro disse...

OI ERITANIA,

Absolutamente, não são rabiscos mal-traçados, pelo menos para o homem que as leu.

Não são.

Isso acontece com quem escreve, exigindo perfeição do texto, assim com as mágicas rendeira de Bilro, tecem com perfeição, seus tecidos, suas roupas.

As rendeiras de Bilro, uma das melhores tradições brasileriras, têm a exigência perfeccionista nas suas obras,tal qual, você a tem nos bordados de letras que tece.

Mas, nenhum homem , pois mais insensível que seja, poderá deixar de notar que você está gritando por amor.

E o amor que lhe convem, pode estar muito mais próximo do que você imagina.

Olhe para lado.

Seja feliz!

Um abração carioca.

Alexandre disse...

Eu sou o nada e é isso que me convém.